quarta-feira, 16 de março de 2011

Um pálido ponto azul

O brilhante Carl Sagan nos ajuda a colocar nossas vidas e disputas em perspectiva. O que de fato é importante?



quinta-feira, 3 de março de 2011

Ciclovias são o caminho!

Divulgo aqui o blog do movimento Pro Ciclovias PG. Vários alunos e colegas usam bicicletas para ir ao campus, eu gostaria muito de fazê-lo mas moro longe e morro de medo de passar pela Carlos Cavalcanti pedalando. Se a Dilma diz que paí rico é país sem pobreza, eu parafraseio e digo que cidade moderna é cidade com o mínimo de motores e o máximo de transportes ecologicamente corretos e saudáveis.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Rio do Meio - Comunidade Quilombola em Ivaí-PR

Neste dia 20 de Novembro, dia da consciência negra, retomando a condição de integrante do Instituto Sorriso Negro, estive, junto com os colegas Zé Luiz, Maria Lúcia, Euza e Amélia, na comunidade quilombola Rio do Meio, em Ivaí, na cerimônia de entrega dos títulos de propriedade às famílias do quilombo, pelo governo do Estado. Foi uma cerimônia muito boa, seguida de apresentações culturais: uma dupla com uma canção sobre a comunidade do RIo do Meio, uma apresentação de um trecho da dança de São Gonçalo e duas coreografias de uma escola de Palmital (essas sobre a tradição do boi-bumbá na Amazônia, um pouco fora de contexto, mas a professora que trouxe os alunos me disse que a dança foi preparada para outra ocasião, mas que tinha sido trazida a pedido da Secretaria Municipal de Educação). As fotos podem ser acessadas clicando AQUI.

domingo, 14 de novembro de 2010

Remuneração adicional a "bons" professores

O Thiago Oliveira me mandou o recorte do Le Monde Diplomatique abaixo, nele a autora retoma um tema que já foi discutido nesse blog, que é o do sistema norteamericano de prêmios ou punições a professores e escolas, a partir do desempenho de seus alunos em testes estaduais e federais padronizados. Ela mostra que o bom desempenho em testes - que depois de um tempo tende a estagnar e mesmo regredir - não significa uma boa educação, pois as crianças tendem a aprender como se sair bem nos testes, e não a matéria em si. Isso é algo que já sabemos de cor e salteado com a experiência do vestibular. Nele, os alunos dos cursinhos passam por uma dose de adestramento para resposta ao tipo de prova é muito mais ampla que a dose de efetiva reflexão, conhecimento e descoberta criativa a partir dos conteúdos. Assim, os alunos mais bem classificados no vestibular geralmente não são os de melhor desempenho durante o curso de graduação.

Escolas privatizadas, desempenho Pífio

terça-feira, 9 de novembro de 2010

O 3o. TURNO DAS ELEIÇÔES - 1o. Capítulo: ENEM

A impressão que temos assistindo ao PIG é de uma hecatombe no ENEM. Ou seja, COMEÇOU O TERCEIRO TURNO. Quando ouvimos o ministro, há dados concretos sobre o tamanho do problema, em termos numéricos e estatísticos, e o tamanho não chega a comprometer o exame. Há uma clara intenção do PIG em desmoralizar o exame e inflacionar o problema ocorrido.

Dilma vai ter uma crise em cada dia do seu mandato, se depender da grande imprensa.

A colega Thelma, via lista de discussão do GT de Ensino da ANPUH ofereceu os seguintes links, muito bons:
 
Mais jovens de classe D que de A na universidade


O PiG e o Serra odeiam o ENEM por causa dos pobres

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Dilma, para a UEPG seguir mudando

Fui admitido na UEPG no primeiro ano do governo FHC, e aqui estou até hoje, último ano do governo Lula. O crescimento que a Universidade teve nesses últimos anos supera de longe a situação que tivemos entre 1995 e 2002, período do governador Lerner e do presidente FHC.
O crescimento atual da UEPG tem suas bases no talento e na garra de seus profissionais (que tocaram projetos em diante mesmo diante de todo tipo de dificuldade) e em uma conjuntura favorável disposta pelos governos Requião e Lula, porque não foram governos privatistas e com filosofia de estado mínimo, para a qual universidade é despesa, e não investimento. Obviamente, sem a administração séria que tivemos, não teríamos avançado.
Nos anos FHC e Lerner, ensino superior era visto como um peso para a sociedade, um ladrão das verbas do ensino básico. Pouquíssimos pesquisadores conseguiam financiamento para a pesquisa, havia poucas bolsas de estudo, e seu valor era corroído pela falta de reajuste. As iniciativas que havia envolviam quase sempre a empresa privada, e, mais que atingir os fins educacionais a que se destinavam, deviam gerar lucro para particulares.
Serra representa o estado mínimo, que quer restringir o setor público para transferir todo o recurso possível ao mercado. Lula foi capaz de quebrar esse ciclo e, sem quebrar contratos e gerar instabilidade, conseguir recursos para a expansão do setor público, inclusive as universidades públicas estaduais, que se beneficiaram das políticas de expansão da CAPES e do CNPq, além do FINEP e Ministério da Educação, entre outros.
O problema não é a pessoa de Serra, mas a concepção de administração pública e de tratamento do ensino superior que ele carrega desde os anos 90, com toda a equipe que o assessoria na presidência. No conjunto com o governo tucano do Paraná, Serra traria de volta os anos de míngua para as estaduais paranaenses, pois a ideologia do estado mínimo estaria nas duas esferas.
Dilma e Serra estão muito longe de ser iguais, quem afirma isso não estudou um mínimo de análise de conjuntura e é presa de um discurso ao mesmo tempo fácil e falso. Segundo turno é hora de optar, não de se omitir.

Por tudo isso apelo a todos os alunos, aos colegas professores e aos amigos funcionários, pelo voto crítico em Dilma 13, em 31 de Outubro. Pode até ser que ela não seja a candidata dos nossos sonhos, mas Serra é o candidato dos nossos maiores pesadelos.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

SEGUNDO TURNO

Hora de redobrar a militância.
Hora de lembrar que é desonesto manipular a fé religiosa contra os candidatos.
Hora de lembrar que o pensamento de Dilma sobre o aborto é exatamente o mesmo que o de Serra: a discussão do aborto como problema de saúde pública, que é o que cabe ao estado laico.
Hora, principalmente, de reafirmar que os projetos em disputa não são iguais, nem parecidos. Para isso é muito importante ler o texto de Emir Sader: Se tudo fosse igual.

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